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Juro que não é feminismo!

Estou para descobrir qual a grande graça que alguns homens sentem ao depreciar suas próprias mulheres para os outros.

Hoje fui numa festa infantil de aniversário, e estava tudo de bom. Num certo momento, o pai da aniversariante vira para mim e mais alguns amigos, aponta para a esposa e diz: - Ó lá, quis parecer uma EMO. Risos.

Eu até poderia achar o comentário engraçadinho se pouco antes não tivesse ouvido da boca do mesmo que EMO é lixo, e se a esposa dele estivesse vestida assim, mas não, ela só estava de jeans e preto, num casual chique. Dei-lhe um meio sorriso e virei-lhes as costas.

No meu canto, do outro lado, entre olhar a Dafny correndo para cá e para lá, e mastigar meu bolo (do qual perdi a conta de quantos comi), fiquei matutando que esse tipo de coisa não é a primeira vez que acontece, e que já havia presenciado (e escutado) mais maridos fazendo graça com suas esposas, o que no meu ponto de vista, é a mesma coisa que coloca-las numa situação embaraçosa sem que elas soubessem.

Qual a graça nisso? Expor a esposa, a mulher que gera teu filho, que dorme e divide as coisas ruins e boas, que convive no seu dia-a-dia entre os problemas, glórias e vitórias de ser um casal? E fazer esses comentário "engraçados" com terceiros que não têm um pingo de noção do que acontece dentro do seu lar? Qual a real graça disso?

Obviamente que comentei isso com uma amiga filósofa da vida (muito das boas, recomendo) a Sra. Fá Kill, que além de me dizer para não esquecer que na mesma proporção que existem mulheres que podem nem imaginar que o marido faz isso, há aquelas que aceitam essa "comédia" dos maridos com naturalidade, e também há aquelas que, como ela, deixa bem claro ao marido: "ela é a graça na vida dele, não a piada dos amigos dele".

E nesse ponto da conversa, fiquei me indagando que tipo de mulher aceita ser objeto de piada do marido? Será que acha que isso é sinônimo de companheirismo, de camaradagem, de casal descolado? Ou simplesmente aceita para não fazer nenhuma cena, não criar nenhum clima, não ter um "piti"? Ou já está convencida que não tem que se dar ao respeito, que isso não vai mudar nunca, que seu marido "é desse jeito mesmo"? São tantas perguntas, tantas respostas possíveis...

Também pode ser eu, que estou intolerante e vejo esses tipos de coisas que podem ser normais, e só no meu ponto de vista são ridículas. Pode ser que o marido, numa roda de amigos com a esposa, ao vê-la falar alguma bobagem e carinhosamente a chamar de "mulinha querida", e mesmo com todos, inclusive ela, rindo, só queira mostrar uma brincadeirinha leve, nada demais, ou pode ser que o marido, vendo a esposa bonita, fala que ela está feia ou "vestida com uma EMO" apenas para que alguém lhe encha de orgulho e diga "que isso, está mó gatona".

Humphf! Às vezes nem eu suporto meu cérebro.



- Postado por: Elektrabancore às 21h13
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Orgulho bom...

Estou com uma sensação muito gostosa. Me lembro de quando era menina e gostava de dançar. Além de dançar, encenava altas peças teatrais - tudo sozinha, minha irmã era muito mais nova e grudenta demais na minha mãe para participar - e tinha tudo, todos os recursos, bastava eu imaginar. Sem falar dos sapatos da mamãe, seus lençóis e algumas peças de roupa e maquiagens estranhas.

Criava espetáculos fora de série. Ma-ra-vi-lho-sos! Balé de Bolshoi e Broadway não sabem o que perderam. Meus pais aplaudiam de pé.

Daqui a pouco vamos eu e Grind assistir a um espetáculo da Dafny, que está ali no quarto dando os últimos retoques. É muito fofo isso que estou sentindo, pois além do momento me trazer essa lembrança boa, me faz...puxa, não consigo definir, só sei que é uito bom... e "as cortinas estão se abrindo".



- Postado por: Elektrabancore às 20h08
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E lá vou eu de novo...

A não evolução.

Eu fico pensando nessa relação em que o Bush dá de presente ao pai a morte de Saddan.

Nem sei quantos anos de evolução e estamos mais medievais que nunca, acho que por isso os Ets ainda andam invisíveis, nossa reação a eles seria indecente. Pelo menos quando éramos pré-históricos tivemos a nobreza de erguer os troncos, para eretos olharmos em seus olhos, hoje ergueríamos trabucos.

Não menosprezo as descobertas feitas nestas longas datas que nos antecedem, muito menos as invenções e inovações, o que questiono é a estagnação cultura e evolucional, renovadora e transcendental , o fato de que muito mais coisas legais foram feitas há centenas de anos, e hoje temos que descobrir de novo como é que fizeram. É um tipo de coceirinha "questional" que sempre me incomodou: nenhum arquiteto dos faraós precisou fazer cinco anos de faculdade para obrar daquele jeito, né? Algum xamã sabia o que era química para fazer as poções que curavam ou matavam para os Incas, Maias? Ah, não precisa me lembrar que eles sacrificavam pessoas. Eu sei e você sabe que isso acontece até hoje. E olha que a colheita e a safra é sempre boa, o problema é que a maioria e os melhores grãos só vão para eles, quase igual aos feudos...

Acha que estou louca? Não, estou em plena faculdade das minhas idéias, e temo, pois não posso divulgá-las demais, exemplo disso se eu tiver algum pensamento contrário ao holocausto judeu. Podem me aprisionar e terei que agir como Galileu. Medieval demais, né? E falando no dito cujo, quanto será que pagaram para ele não revelar muitas de suas descobertas? Será que a base foi à mesma para que hoje não nos revelem que Aids, Câncer e Paralisia já tem cura?

Mas, voltando coceirinha: o que será que aconteceu que nos fez parar ou esquecer? Antigamente era tudo mais claro? Os sumérios sabiam tanto! Até como a terra e nós, seres humanos, surgimos. E os romanos, que eram democratas antes do império? (E se naquela época não deu certo, pois nenhum homem é livre e nenhum governo é para ele, porque tentar até hoje essa mentira?).

Você pode achar que meu termo "medieval" é muito pesado, e isso porque você tem liquidificador, geladeira, fogão e TV em casa, enquanto na idade média, o máximo que o povo tinha era a roda de fiar e moinho d´água, mas pensa bem ao assistir a Tv e ver sobre o Iraque, tente se lembrar do que estudou sobre feudalismo, como obtinham poder pela guerra. Observe a construção de tantas igrejas da Universal, que é a fé subjugando a razão como no Século IX. Olha o tanto de dinheiro que vem de países submissos jogados em armamento, nada tão diferente da Colonização. Veja a educação que é para poucos. Imagine quanto conhecimento o Vaticano agregou em todos esse séculos e que guarda restritamente para que ninguém mais saiba, como o clero fez na idade média.

Pois é, perguntas demais, respostas de menos, culpa desses canais tipo History Channel e Discovery que mostram "Construindo um Império" e "Roma". Nas épocas passadas tanta tecnologia, tanto conhecimento, tantos recursos...Já era para estarmos andando em carros flutuadores como os Jetsons, eu deveria ter uma Rose em casa, a minha Brastemp falaria comigo, os cachorros fariam cocos que virariam montinhos de grama com uma flor cheirosa que viraria faisquinha à noite e sumiria, sem deixar vestígios...



- Postado por: Elektrabancore às 01h16
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